Meus estudos por aqui acabaram. O “trimestre” de inverno se foi acabamos de entrar na primavera aqui no hemisfério norte. Deixei Seattle há 6 dias atrás e estou agora em San Francisco, na California me dando aí 1 semana por esta linda cidade com suas ladeiras, bondes e mar como backgroud pra qualquer lugar que se olha. Comecei a escrever pedaços deste post ainda durante a viagem e termino aqui no hostel. E, como devo ainda um post sobre as andanças lá pela costa leste, então falarei sobre New York City. San Francisco ficará pra depois…
NYC é, sem dúvida, uma das cidades mais interessantes que já visitei principalmente quando se trata de “vida urbana”. Foram duas semanas por lá. Ficamos na 14th Street, perto da Union Square, entre a 6 e a 7 Avenidas (ou seria entre a 5 e a 6 ? bom… é mais ou menos ali), em Manhattan. Uma localização bem interessante e um achado: vi o anúncio a craglist e entrei em contato com a dona do ap (uma jornalista, que não chegamos a conhecer pessoalmente, mas que pareceu muito gente boa). Ela ia viajar de férias e estava alugando por 75 dólares a diária. Um preço absolutamente em conta, pra um ap totalmente mobiliado e com toda estrutura à disposição, localizado entre a middletown (Times Square, Port Authority, Grand Station, etc) e a downtown (Soho, Chinatown, WTC…), com estação de metrô na esquina, podendo ir pra esses lugares a pé.
O que torna New York interessante é a diversidade de coisas pra ver e fazer na cidade e, principalmente, a plurarildade cultural: gente de todas as nacionalidades, etnias e línguas circulam por aquelas ruas. Restaurantes de todos os tipos, museus, parques (principalmente o Central Park, que não estava lá muito bonito porque era pleno inverno) e vida urbana intensa… Inevitável não querer comparar Nova York com outras grandes metrópoles de países ricos, como Londres ou Paris. Em relação a Londres ou Paris, New York é mais “modernamente urbana”, eu diria. Paris tem seus prédios medianos de arquitetura mais antiga, seus monumentos onipotentes, seus paços largos. Londres gira em torno do rio Tâmisa (Thames) o que dá um outro tom à urbanidade da cidade, seus pubs antigos, suas feiras tradicionais e prédios históricos que se misturam com construções modernas. Nova York, principalmente Manhattan, tem suas avenidas largas cortando a ilha de ponta a ponta (onde o tráfego transcorre e o comércio borbulha) atravessadas por ruas residenciais (que são relativamente calmas e têm pouco trânsito), formando os quarteirões com seus endereços absolutamente inteligíveis e ordenados numericamente (diferente do que ocorre no Brasil, com exceção de algumas cidades como Brasília). Depois que você entende a lógica da cidade, você não se perde.
Em um dos meus primeiros posts eu havia dito que, em Seattle, há uma cultura do “fazer a coisa certa”, onde a maioria das pessoas só atravessa a rua quando o sinal do pedestre está aberto (e mesmo que esteja fechado e não venha nenhum carro, a maioria fica esperando o sinal abrir). Isso não funciona em Nova York. As pessoas atravessam a rua com o sinal fechado sem nenhuma cerimônia (alias, as vezes parecem mesmo disputar com os carros). Simplesmente porque a dinâmica da cidade é outra: muita gente, muito carro, pouco tempo a perder… Essa “dinâmica” diferente dá a cidade a fama de “cidadãos mal-educados”.
Como todo grande centro urbano, falar em “uma cidade” acaba sendo uma generalização: Nova York comporta diferentes espaços, com diferentes ambiências e diferentes dinâmicas. A vida no Harlem (com suas casas antigas e igrejas gospel a cada esquina) é absolutamente diferente da Times Square (com suas luzes, painéis luminosos, lojas e trânsito intenso). Essa, por sua vez, é totalmente distinta da região do Central Park (com suas áreas mais residenciais…as vezes quase silenciosa), que é totalmente diferente do Soho (com suas ruas estreitas, lojas de grifes e gente lotando as calçadas), que é totalmente diferente da região financeira da Wall Street ou do WTC (com seus prédios modernos e concreto e vidros para todos os lado), que parece outro mundo quando comparada Chinatown (com seus letreiros em mandarim, comércio de bugigangas e restaurantes orientais de todos os tipos). Mas é justamente essa diversidade que torna a cidade interessante. E cada um desses lugares mereceriam um post, mas fica aí apenas uma menção para atiçar a vontade de quem ler pra por o pé no mundo.




















