Publicado por: sivaldop | Outubro 21, 2007

Improving your english

Este é um post útil, principalmente pra quem quer melhorar o inglês (e não tem tempo nem saco pra classes) ou pra quem tá com o inglês enferrujado e quer, de vez em quando, recalchutar a memória.  Há muitos sites na Internet para se ouvir, ler ou testar o inglês. Alguns são pagos, outros não.  Mas há um portal que reúne sites free (ou pelo menos parcialmente free) pra todos os tipos de gostos, níveis e interesses por essa língua, que vai desde listening para principiante, textos mais complexos, entrevistas com audio e texto escrito, exercícios de pronúncia e até filmes antigos de domínio público em mp4.   Lá você pode procurar o que quer por categoria, por exemplo, há uma categoria interessante que é voltada para podcast.  Ou seja, você pode baixar programas de rádio, entrevistas, reportagens, histórias, aulas etc.  e ouvir na hora que quiser no seu computador ou mp3. Enfim,  vale gastar um tempo vasculhando e selecionando o que é de interesse. Vamos ao link:

http://www.rong-chang.com

O portal é feio mas é útil.   Para além desse portal, há um site de um programa da New York Public Radio chamado “On the Media” onde eles debatem questões da comunicaçao e da prática do jornalismo, aspectos da cobertura da mídia, liberdade de imprensa etc nos EUA (também se reportam, as vezes, a outros países).  Basicamente, são entrevistas com autores de livros, correspondentes, especialistas etc. com visões críticas dos processos midiáticos.  Eles disponibilizam mp3  das entrevistas com os textos escritos.  É um programa bastante interessante pra se pensar e discutir a comunicação.  O link é: http://www.onthemedia.org .   Aliás, se alguém souber de algo parecido em francês, please, write me back !
 

Publicado por: sivaldop | Outubro 17, 2007

A estação das cores

Há um mês atrás começou o outono por aqui.  A estação das cores (mais que a primavera).  As árvores e suas copas coloridas – com tons que vão do vermelho ao amarelo – tomam a paisagem.   Como acontece todo ano, as folhas param de produzir clorofila, secam e, neste processo,  o ambiente muda diariamente.  No chão, milhares delas.  Até o final do ano boa parte das árvores estarão nuas: será outra paisagem.  O campus da Universidade de Washington é um bom cartão postal disso :

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Campus da Universidade de Washington

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Esse é o segundo outono que passo no hemisfério norte.  E gosto especialmente desta estação. Primeiramente porque é melancólica e ao mesmo tempo colorida.  A temperatura é fria mas não tanto, de vez em quando, é possível ter um dia quente ensolarado. Nós, em boa parte do Brasil, principalmente no Nordeste,  temos uma relação diferente com o sol: um dia de sol é apenas mais um dia, como outro qualquer. Em muitas regiões da porção norte do hemisfério norte – especialmente na nublada Seattle – um dia sol é um dia atípico, um dia para se sair na rua, para deitar na grama de um parque e ficar ao ar livre. Mas, a partir de agora, os dias vão ficando cada vez mais curtos…dias de sol cada vez mais raros… E, em breve, teremos alguma neve por aqui. 

Publicado por: sivaldop | Outubro 10, 2007

Na roda viva ou…no circulo de fogo

Antes de vir pra Seattle, pensei: o mundo anda mais esquizofrênico e catastrófico do que o normal:  aquecimento global, mudanças climáticas, furacões devastadores, terrorismo, tsunams sem falar nos já conhecidos terremotos.  Todas essas tragédias e calamidades acontecem, aconteceram ou podem acontecer aqui neste país (mais do que em qualquer outro lugar do mundo).  No entanto,  supus:  Seattle não é Nova York nem Washington D.C. pra ser alvo número 1 de ataque terrorista… também não é a California que poderá ser devastada um dia por um possível terremoto de dimensões catastróficas.  Também não estou em New Orleans e região que está cada vez mais na trilha de furacões e tempestades assoladoras.  Então conclui matematicamente: estou probabilisticamente seguro.  Mas, no fundo, há poucos lugares de fato seguro neste país.  Pouco antes de chegar aqui descobri que a região de Seattle faz parte do chamado “Circulo de Fogo do Pacífico”: um segmento que envolve diversas regiões (ilhas, países e e pedaços de continentes) no oceano Pacífico que formam um semi-circulo de montanhas que na verdade são vulcões ativos ou adormecidos.  Na região de Seattle, perto de Tacoma, ergue-se o onipotente monte Rainier. Uma montanha gigantesca cujo o cume guarda neve durante todo ano. 

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Esta grandiosa montanha é, na verdade, um vulcão adormecido que é monitorado 24 horas por aparelhos, técnicos, satélites e toda parafernalha hoje disponível.  Segundo analistas,  é bastante provável que o vulcão entre em atividade algum dia (não se sabe quando).  Quando isso acontecer, poderá ser a maior catástrofe natural da história dos EUA em número de mortos (isso depende do quão antes os técnicos conseguiriam prever a erupção).  No entorno do monte Rainier existem centros urbanos, com milhares de moradores, que precisariam ser evacuados imediatamente.  Isso porque, como o vulcão possui grande quantidade de neve em suas encostas, sua erupção pode provocar aquilo que chamam de “lahar”:  um “avalanche” de água quente (neve derretida), com larva, pedregulhos, restos de árvores que podem descer a montanha numa velocidade estimada de 100 a 120 km/hora e com temperatura interna em torno dos 500 graus celcius (isso se eu não tiver aumentando os números – riso). Então, não haverá vida no entorno atingido.  O lahar não chegaria a Seattle, mas a cidade entraria em colapso literalmente: dia viraria noite, motores de carros e aviões não funcionariam por causa das cinzas da erupção, fornecimento de água e energia também seriam comprometidos, além dos problemas respiratórios que atingiria todos os moradores. Ou seja, é um dos lugares mais perigosos dos EUA (risos). Bom, como se não bastasse, descobri também que Seattle é constantemente monitorada pelo FBI porque é considerada uma porta de entrada para eventuais atividades terroristas. A cidade fica muito próxima do Canadá, principalmente de Vancouver: basta pegar um ferry boat e se cruza facilmente a fronteira (quase como ir de Salvador a Itaparica) .

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 Já houve inclusive prisão (anos atrás, pós 11 de setembro) de um homem (de origem árabe) que entrou nos EUA vindo do Canadá através de Seattle, portando um baú com fundo falso onde continha material para fabricação de bombas (o indivíduo, segundo o FBI, fazia parte de rede terrorista).  E, para acabar a história, coincidentemente (ou nao) moro do lado de uma instituição judáica, um alvo preferido de Osama e e seus compadres. Pois é, mas viver implica em certos perigos.  Aliás, correr risco é um privilêgio somente, tão somente, de quem está vivo.  Porém, com um pouco de sorte, a gente vai se mantendo vivo.

Publicado por: sivaldop | Outubro 8, 2007

A idade de Cristo

Hoje, 8 de outubro, atinjo gloriosos 33 anos (a mística idade de Cristo).  Este é o segundo aniversário consecutivo que passo fora do Brasil.  Por aqui faz um dia nublado, com temperatura relativamente amena: 11 graus (ou seja, um típico dia em Seattle).  Ainda assim,  é possível ver ameaças de algum azul no céu.  No mais, nenhum sinal estranho no ar faz lembrar que algo mudou em minhas veias (porque talvez, nada tenha mudado de fato). Há 33 anos atrás, quando nascia de parto natural sob o auxílio de uma parteira  no sertão de Alagoas, era outra realidade, outro clima e outra temperatura (1974 foi um ano seco naquelas bandas…e outubro é um mês bastante agreste no Sertão).  Gosto especialmente dessa idade por questões mitológicas e também porque os 33 anos é como o crepúsculo:  não é mais dia e ainda é cedo para ser noite.  Uma idade onde o céu não é tão anil, nem ébano… é púrpuro. Gosto das cores púrpuras.

Publicado por: sivaldop | Outubro 6, 2007

As regras no império

Aqui no Estado de Washington a legislação é rígida: você só pode permanecer em um bar se mostrar um documento aceitável (se vc for estrangeiro, só serve passaporte). Algo que comprove que você tem idade suficiente para consumir bebidas alcólicas. E eles pedem a documentação independente da sua “aparência de mais velho”. Se esqueceu os documentos, você sequer pode permanecer no bar. Então você pensa: ok, vamos a um supermercado, compramos umas cervejas e bebemos na rua. Também não pode: é proibido ingerir bebidas alcólicas em vias públicas (isso se você conseguir comprar a bebida no supermercado, já que você também não pode fazê-lo por não portar documentos). Essa rigidez reflete uma característica norte-americana bastante onipresente na cultura local: o apego às regras, de um lado, e a tendência do Estado em manter controle e estabilidade social, do outro. Em geral, aqui as pessoas só atravessam a rua na faixa de pedestres (aquela coisa pintada no chão que a gente ignora solenemente no Brasil). E ainda que não haja nenhum tráfego de veículos, 90 % das pessoas ficam paradas na calçada e só cruzarão a via quando sinal estiver verde. Apego as regras + cultura da eficiência + território continental rico em recursos naturais + ênfase no racionalismo científico + tendência ao pragmatismo + cultura de consumo + ímpeto governamental ao belicismo…Soma-se tudo isso, num contexto de capitalismo avançado, e se tem um império.

Publicado por: sivaldop | Outubro 6, 2007

Rádio, TV, democracia e interesse público

Este post vai fugir um pouco dos temas que tenho tratado aqui, mas de algum modo também faz pensar sobre as peculiaridades políticas e principalmente midiáticas no Brasil contemporâneo.  Hoje (dia 5)  acontece no Brasil uma série de manifestações em relação às chamadas concessões públicas de radiodifusão. As atividades antecipam a semanda pela democratização dos meios de comunicação que acontece todo ano, na segunda semana de outubro.  Neste ano, o debate está focado na cobrança de mais transparência nas outorgas e na renovação das concessões públicas para rádio e TV.  Empresas ou instiuiçoes são obrigadas a cumprir uma série de princípios vinculados ao interesse público para operar um sinal de TV ou rádio, podendo inclusive perder a cocessão que vence a cada 15 anos para TV e 10 anos para o rádio.  Apesar disso, a iniciativa privada, principalmente, faz total descaso em relação às suas obrigações, praticando, inclusive, crimes de mída sem jamais ser punida por isso.  Como há pouca transparência e muito descaso do poder público, as empresas simplesmente tratam as concessões como propriedade privada.  Muitas delas operam com concessões vencidas (isso inclui a Rede Globo, com concessões que vencem hoje).  Em diversos países do mundo (tanto aqui nos EUA, como na Europa e outros continentes) as cobranças são mais rigorosas.   Na verdade, não há país democrático sem um sistema de comunicação que cumpra seus deveres e que arque com suas responsabilidade.  Pra quem quiser acompanhar mais sobre esse debate e outros temas vinculados a politicas públicas de comunicação e democracia é interessante acessar o Observatório do Direito a Comunicação, um projeto do Intervozes, que está no ar desde o ano passado: http://www.direitoacomunicacao.org.br/

Publicado por: sivaldop | Outubro 3, 2007

Porque o sul do Brasil é um dos lugares mais frios do mundo ?

O lugar onde mais senti frio até hoje foi no interior do Rio Grande do Sul, num inverno do ano 2000: um gélido – 3 C (com ventos de vale).  Estive no sul em outros invernos, pegando temperaturas em torno do 0 C. Nem mesmo nas Highlands, região da Escócia conhecida pelo clima gelado, passei tanto frio quanto no Sul do Brasil, ainda que sob as mesmas condições de temperatura.  A explicação é simples: em países de clima temperado (como EUA, Escócia, Inglaterra e outros do hemisfério norte ou até mesmo do extremo sul do hemisfério sul) existe uma coisa chamada “calefação”.  Todo recinto fechado tem algum tipo de aquecedor que faz o efeito contrário de um ar condicionado tão comum no Brasil: coloca calor no ambiente.  Enquanto o clima congela lá fora, você fica de bermuda dentro de casa com uma simples camisa de malha e dorme com um fino lençol de tecido sintético. O Sul do Brasil tem um clima sub-tropical (que na verdade é semi-temperado): verão com altas temperaturas… inverno com baixas temperaturas.  Mas as casas não tem calefação (salvo raríssimas e privilegiadas excessões).

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As razões podem ser muitas.  Uma delas é que não houve políticas públicas que fomentassem a criação deste tipo de infra-estrutura (como rede de gás canalizado para aquecedores a gás;  ou o barateamento de aquecedores eletricos; ou ainda modos de amortizar o custo do consumo de energia adicional no inverno).  Parece que, em algum lugar da história, alguém incutiu no nosso imaginário que o país inteiro é tropical, que toda a gente gosta de futebol e sabe sambar.  Mas, a verdade é que nem todo o país é tropical, nem todo mundo se delicia com  futebol e uma grande parcela da população nunca sambou na vida. A ausência de calefação no Sul do Brasil gera, no inverno,  uma cena meio esquisita nesses tempos modernos: as pessoas ficam dentro de casa com roupa de frio, como se estivessem prestes a sair para rua, mas na verdade,  estão indo pra cama.  Aqui em Seattle todo ambiente fechado tem aquecedor.  No meu quarto tem aquecedor (até se esquece que há frio lá fora). Há inclusive leis que obrigam os recintos a manterem a temperatura sempre adequada (como há também em outros continentes).  No dia em que percebermos que não somos um país unilatelmente tropical, talvez haja mudanças que obriguem ou que gerem uma infraestrutura de calefaçao em estados como Paraná, Santa Cataria, Rio Grande do Sul e até mesmo em partes de São Paulo e Minas Gerais.  Só assim, habitantes do sul (e visitantes) vão deixar de sofrer a cada inverno como se ainda estivéssemos no século XIX.

Publicado por: sivaldop | Outubro 2, 2007

Sim ! We have beans !!!

Vim pra cá preparado pra guerra:  chuva, frio, solidão e comida sem graça.  Almocei meu último feijão no Brasil com gula, sem expectativa de revê-lo tão cedo, ou, se tivesse sorte, em algum restaurante de comida exótica, tipo, comida brasileira. Mas, por aqui, almoço todos os dias tipicamente, como se estivesse no Brasil.  Há feijão, e todos os ingredientes para se cozinhar um bom feijão, em qualquer supermercado, inclusive, com mais variedade de “espécies” de feijão do que em grande parte dos supermercados no Brasil.  Feijão grande branco, pequeno branco, feijão carioca, feijão rosado, feijão preto… em grãos, em saquinhos de meio quilo.

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E um bom feijão precisa de coentro em seu preparo final.  Encontro coentro aqui normalmente, sob o nome de “cilantro” (também acha-se cominho facilmente). Talvez, essa presença corriqueira do feijão se explique pela variedade etnica que circula em Seattle (talvez, pela influência mexicana).  Mas engraçado é que não vi com tanta frequencia feijão em grãos (“dry beans”, para não confundir com o feijão em lata mergulhado num estranho molho adoçado) com tanta facilidade nos supermercados de Londres.  De todo modo, em cidades cosmopolitas  como Londres é possível encontrar determinadas “especiarias” que nós acreditamos que são puramente nacionais nos guetos etnicos de suas origens. Por exemplo, se você está em Londres e quiser comprar dendê (aquele azeite “tipicamente” baiano) precisa se perguntar qual a origem do dendê? Resposta:  oleaginosa de origem africana.  Então você vai num bairro africano (de preferencia que tenha alguma feira) e vai encontrar dendê, sob a forma líquida ou sólida.  Em Londres você encontra dendê, de origem nigeriana, facilmente em bairros africanos sob o nome de “palm oil” (Paulinha, minha amiga baiana-londrina que o diga:  ela conseguiu fazer um caruru na casa dela em pleno outono londrino). E se você quiser queijo qualho ? Aquele queijo tão tipicamente nordestino… O queijo qualho (ou coalho) é um queijo rústico produzido a base de coagulação e desidratação do leite, feito para aguentar climas secos, como é o caso do semi-árido nordestino.  Os queijos europeus são adaptações de uma receita rústica árabe antiga (diz a lenda). Nós tivemos muita influência árabe através de Portugal.  Então é possível que você encontre algum queijo similar ao queijo qualho em bairros árabes.  E cuscuz ?  O cuscuz nordestino é uma adaptação do cuscuz típico do norte da África (Marrocos, principalmente… cultura que também se fez presente em terras lusitanas).  Encontrará algo parecido com cuscuz num bom bairro marroquino… Assim,  pra quem tá longe de casa e tiver “matando” por uma dessas nossas iguarias “nacionais”, vale flanar por aí, pelos guetos urbanos cosmopolitas e encontrar pedaços delicados das nossas raízes…

Publicado por: sivaldop | Setembro 28, 2007

O mundo é fabricado na China

Quando estive na Escócia e quis comprar alguns suvenires escoceses, vi que muitos deles eram na verdade chineses (made in China).  Em Londres também… Em Paris, a mesma coisa… Em Lisboa tem o “chinês da esquina” com sua loja cheia de bugigangas como tem o português da padaria em algumas cidades brasileiras.  No Brasil, a China está em todo lugar. Aqui em Seattle 90% dos objetos que comprei (carregador de bateria, utensílos de cozinha, roupa e todas essas pequenas coisas) tinha lá, discretamente, mas onipresentemente, um “made in China”.   Parece que o mundo está sendo fabricando neste gigante comunista com ares fortemente capitalista. A China é um país paradoxal.  Não tem as liberdades democráticas (aquilo que há de mais saudável nos países ocidentais) mas incorporou uma das característica mais contestáveis do ocidente: o capitalismo.  Algumas fábricas chinesas tem regimes quase que de internato: os operários dormem do lado da fábrica, vivem pela fábrica, respiram a fábrica.   Um dos últimos redutos do velho sonho comunista tem suas contradições e parece viver delas.  Aqui na casa mora uma chinesa.  Ela está aqui para estudar Comércio Exterior na UW  (Comércio exterior, observem …).  E perguntei a ela sobre esse paradoxo de morar em um país comunista com comportamento capitalista. Ela riu e disse que era assim mesmo.  Mas respondeu, hesitantemente, que não gostava muito da coisa comunista.  Mas não me pareceu uma potencial desertora ou alguém que queira deixar a China.  Ela retorna para o seu país em dois anos e parece não ter dúvidas em relação a isso.

Publicado por: sivaldop | Setembro 24, 2007

Sobre Seattle e seus moradores

Seattle é uma das maiores cidades da costa-oeste dos Estados Unidos, juntamente com San Francisco e Los Angeles. É uma cidade portuária, localizada no extremo noroeste do país, quase na fronteira do Canadá, no estado de Washington (que não se deve confundir com a capital estadunidense que leva o mesmo nome). Quando se chega de avião não se vê nada embaixo: apenas um denso mar de nuvens de onde se sobressaem grandes motanhas como o grandioso monte Rainier (um vulcão adormecido que pode acordar a qualquer momento).  É uma cidade moderna (um grande centro aeroespacial), de colonização relativamente recente (data-se do século XIX).  

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O clima agora no outono gira em torno dos 12 graus.  No inverno, dizem, pode nevar eventualmente 2 ou 3 dias no ano. Há  gente de todos os lugares do mundo circulando por estas ruas, de diferentes etnias.  Assim como é dificil falar sobre o perfil ou o biotipo do londrino da Londres contemporânea não é fácil caracterizar o morador de Seattle. A diferença é que aqui não se tromba com brasileiros em cada esquina (como acontece em Londres). Numa percepção mais geral, as pessoas são bastante amigáveis, solícitas, cuidadosas no trato  (estão sempre aptas e dispostas a dar uma informação com sorriso). A cidade parece bem organizada (pelo menos nos bairros que passei).  Não sei se é impressão minha mas há um grande número de pessoas de origem oriental (talvez seja apenas impressão ou talvez, a proximidade com o Pacífico a torne a principal porta de entrada para que vem da China, Japão, Corea, Vietnan etc…é apenas uma suposição minha).  A cidade tem um ar de humanidade que quebra um pouco com o conceito tradicional do americano consumista-individualista-e-pouco-sociável. Talvez, há mais diversidade neste país do que nós supomos.

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